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NOTÍCIAS

O papel dos filtros ambientais na dinâmica da vegetação do Cerrado no sudeste do Brasil.

Por Natielle G. Cordeiro

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Fonte: Cordeiro et al., 2021 - Figura: Distribuição espacial das taxas de dinâmica para o Cerrado no sudeste do Brasil.

O Cerrado é a maior savanna neotropical do planeta, abrigando uma rica biodiversidade. Contudo, o domínio tem sua resiliência comprometida devido as fortes pressões antrópicas. Por isso, conhecer os direcionadores dessa formação vegetal e saber como estes atuam, é de suma importância. O estudo recentemente publicado pela Forest Ecology and Management traz informações e subsídos necessários para a elaboração de estratégias de conservação, restauração e identificação de áreas prioritárias no domínio Cerrado. A partir dos dados levantados em 354 parcelas, realizou-se a modelagem e mapeamento das taxas de dinâmica (mortalidade, recrutamento, perda, ganho, mudança líquida em número de indivíduos e em área basal) em função de variáveis de terreno, clima e solo. Os pesquisadores encontraram que as variáveis de terreno e sazonalidade da precipitação são os principais direcionadores atuantes no incremento e decremento do número de indivíduos e área basal para o Cerrado.

Pesquisadores do LEMAF-UFLA participam de estudo multi-institucional sobre biomassa arbórea no bioma Cerrado.

Por Marcela C N S Terra

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Fonte: Zimbres et al., 2021. Figura: (Localização das parcelas consideradas no estudo)

Pesquisadores do LEMAF-UFLA participaram de um abrangente estudo liderado por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) sobre a biomassa arbórea no bioma Cerrado. O estudo contou ao todo com pesquisadores de 12 instituições nacionais e internacionais e compilou metadados de 1373 parcelas de amostragem de Cerrado em todo o bioma. A partir dos dados de campo e de índices de sensoriamento remoto, o estudo gerou mapas de predição da biomassa arbórea para o todo o bioma. Esse tipo de informações é muito útil uma vez que o Cerrado, além de ser a savana com maior biodiversidade do mundo, também se encontra muito ameaçado por altas taxas de desmatamento, que o levam a ser o segundo bioma brasileiro com maior emissão de carbono, atrás apenas da Amazônia. As estimativas e o mapeamento confiável do estoque de biomassa arbórea no Cerrado podem ser úteis para definição de estratégias de conservação e manejo no bioma.

Estudo aponta que Floresta amazônica já emite mais gás carbônico do que absorve

Por Kalill José Viana da Páscoa

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Fonte: Imagem de Christian Braga/Greenpeace (2020)

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Fonte: Imagem de Pok Rie (2018)

Reconhecida mundialmente por sua importância como sequestradora de carbono de carbono da atosfera, os impactos antrópicos sobre a floresta Amazônica estão colocando em risco esse importante serviço ecológico. Pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), aponta que regiões da floresta afetadas pela degradação ambiental estão levando o conjunto da Amazônia a emitir mais carbono do que consegue absorver. E as principais causas para que isso ocorra são as queimadas e o desmatamento. Contudo, os pesquisadores descobriram que efeitos secundários do desmatamento também tem destaque. As emissões indiretas se devem a efeitos ecológicos ligados ao desmatamento como a diminuição das chuvas em áreas desmatadas e o aumento das temperaturas locais, tais efeitos geram um “estresse” na vegetação remascente, levando ao desequilibrio do processo de fotossíntese, fazendo com que as árvores emitam mais CO2 do que em situações normais. A pesquisa estima que atualmente floresta emita 0,29 bilhão de toneladas de carbono por ano para a atmosfera a mais do que consegue absorver.

Como o LEMAF mudou a minha história?

Por Juliana Maria Ferreira de Souza Diniz

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Fonte: Juliana Diniz

A minha história com o LEMAF teve início em 2012, junto com a minha graduação em Engenharia Florestal na UFLA. No primeiro período entrei em contato com o professor Fausto para estagiar no Laboratório de Geoprocessamento, o LabGeo que é um dos laboratórios presentes no LEMAF! Estar em um laboratório onde a pesquisa é tão valorizada me possibilitou realizar projetos de iniciação científica durante toda a graduação, e antes de me formar já tinha um artigo publicado em uma revista! Além disso, tive a oportunidade de ser monitora na disciplina de Sensoriamento Remoto por 2 anos, onde vi o quanto eu amava ensinar e estar em contato com os alunos. Encerrei o meu ciclo no LabGeo e no LEMAF com o TCC e a formatura. A despedida não foi fácil, mas a sensação de estar em casa no LEMAF continua até hoje. Continuei com a pesquisa no mestrado em Sensoriamento Remoto no INPE, e hoje estou no doutorado na mesma instituição. Em outubro de 2020, criei a página RadarGeo (@radar.geo), com o objetivo de divulgar a ciência, especialmente Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento para a sociedade.  

Hiperdominância funcional em áreas de Cerrado

Por Marcela C N S Terra

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Fonte: Scolforo et al. 2008. Inventário Florestal de Minas Gerais – Cerrado: Florística, Estrutura, Diversidade (...). Editora UFLA.

Um trabalho publicado recentemente na revista Forest Ecology and Management, que contou com importante colaboração de pesquisadores do LEMAF -UFLA, mostrou que em áreas de Cerrado do Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, somente 3.4% e 4.2% das espécies arbóreas contribuem com 50% do total da biomassa acima do solo e da produtividade, respectivamente. É a chamada "hiperdominância" funcional de espécies, fenômeno em que poucas espécies são responsáveis por grande parte de alguma função ecológica. O estudo mostrou também que o diâmetro máximo potencial das espécies é a característica mais fortemente relacionada à dominância em biomassa e produtividade. Esses e outros resultados apresentados no trabalho, além de colaborar para o avanço do entendimento da ecologia do Cerrado, podem subsidiar planos de restauração, conservação e manejo da vegetação na região.

V MENSUFLOR Encontro Brasileiro de Mensuração Florestal

Por Associação Brasileira de Mensuração Florestal

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Fonte: Mensuflor

Tradicionalmente o Encontro Brasileiro de Mensuração Florestal (MENSUFLOR) ocorre a cada 2 anos. O I MENSUFLOR foi realizado em Diamantina (2012), o segundo em Curitiba (2014), o terceiro em Piracicaba (2016) e o quarto em Santa Maria (2018).
Devido a impossibilidade de realizar V MENSUFLOR de forma presencial em 2020, a diretoria da Associação Brasileira de Mensuração Florestal decidiu realizar a V edição do evento de forma online no ano de 2021 para que a VI edição ocorra em Recife de forma presencial em momento oportuno.

CIÊNCIA PARA TODOS – Acesso gratuito as imagens do planeta Terra

Por Inácio Thomaz Bueno e Fausto Weimar Acerbi Júnior

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Fonte: Google Earth Engine

O crescimento do acesso a dados geoespaciais tem mudado nossa percepção do planeta em que vivemos. Grandes quantidades de informação, provindas de diferentes fontes, são geradas todos os dias, nos desafiando a examinar e compreender as dinâmicas do ambiente. Para acompanhar tal progresso, plataformas digitais de processamento geoespacial são constantemente inovadas, aumentando a disponibilidade de ferramentas e recursos para a condução de tais tarefas. Um dos principais serviços lançado pela Google, o Google Earth Engine, é uma plataforma gratuita de processamento em nuvem a qual possibilita análises de dados em escala planetária. Além de possibilitar análises geoespacias em alto desempenho computacional, a plataforma fornece por volta de 40 anos de dados relacionados a imagens de sensoriamento remoto.

Redes complexas: Teoria e aplicações

Por Isáira Leite e Lopes

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Fonte: Mosaico de imagens retiradas do Google.

Os avanços computacionais oportunizaram uma maior viabilidade da coleta, armazenamento e processamento de algoritmos sobre dados estruturalmente complexos. Neste sentido, as redes complexas têm despontado como uma poderosa ferramenta, potencialmente utilizada na representação, caracterização, classificação, análise e modelagem de uma variedade de sistemas complexos. Os sistemas complexos abrangem um campo multidisciplinar, visto que integram diversas áreas como biologia, economia, lingüística, medicina, ciências sociais, tecnologia e transporte. Exemplos de sistemas complexos que tem sido objetos de interesse científico incluem: redes em epidemiologia, redes biológicas, redes sociais, a internet e a World Wide Web. As redes complexas representam de forma simplificada os sistemas complexos, definidos pela interação de muitos componentes. Desta forma, entende-se como uma rede, qualquer sistema passível de representação matemática abstrata na forma de um grafo, em que os nós (vértices) identificam os componentes do sistema e a presença de uma relação ou interação entre os componentes são representadas por um conjunto de elos de ligação (arestas). O padrão de interação entre os componentes de um sistema e sua dinâmica define a estrutura da rede. Assim, os pesquisadores tem investigado a estrutura das redes para responder as seguintes questões científicas, por exemplo:

i) Qual a relevância do nó no funcionamento da rede?,

ii) Qual o comportamento da rede frente a exclusão ou adição de um nó? e

iii ) Quais as propriedades das redes que influenciam determinado processo?

Estas abordagens fornecem insights sobre as regras e os processos fundamentais que governam a formação, manutenção e funcionamento de um sistema.

Otimização do suprimento de madeira na indústria de celulose brasileira envolvendo fomentos florestais

Por Carolina Souza Jarochinski e Silva

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Fonte: Ferreira et al. (2019)

O fomento florestal privado é uma parceria firmada entre indústrias e produtores rurais para ampliação da base florestal sem imobilizar capital na compra de terras, e, em simultâneo, levar renda aos produtores e integrá-los a cadeia produtiva. Para realizar parcerias bem-sucedidas no longo prazo, as empresas precisam planejar suas contratações de forma a evitar quebras de contrato.  O objetivo deste estudo foi identificar as melhores regiões para alocação de fomentos florestais e sistemas de transporte mais eficientes, utilizando um modelo de programação matemática, para minimizar os custos de suprimento de madeira em três estados brasileiros. Seis cenários foram modelados e avaliados com base no custo total da função objetivo, custo médio da madeira (USD/m³), distância média de transporte (km) e tempo de processamento. O modelo matemático mostrou sua eficiência, efetividade e flexibilidade na geração de cenários para apoiar os gestores da empresa nas tomadas de decisões. Além de propor alternativas como a precificação da madeira diferenciada conforme a localização do município e formar blocos homogêneos de contratação/renovação de fomento ao redor da fábrica.

O Plano Conservador da Mantiqueira como iniciativa promotora de projetos de pagamento por serviços ambientais (PSA) municipais

Por Mark Pereira dos Anjos e Fausto Weimar Acerbi Júnior

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Fonte: os autores (2021).

Figura 1 - mapa de situação da Serra da Mantiqueira como Unidade de Relevo na paisagem no contexto dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. 

O Plano Conservador da Mantiqueira (PCM) se apresenta como uma iniciativa coletiva, que une agentes da esfera pública, privada, terceiro setor e instituições de ensino em prol de um mesmo objetivo: promover a restauração de paisagens na região de influência da Serra da Mantiqueira (Figura 1). A sensibilidade ecossistêmica do bioma Mata Atlântica localizado no âmbito geográfico da Serra da Mantiqueira se contrapõe a uma região densamente povoada e detentora de grandes aglomerados urbanos brasileiros como Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro e ainda circunscreve-se num eixo de alta produtividade agrícola, agropecuária e florestal. Tal contexto demanda o uso racionalizado dos serviços ambientais, sobretudo daqueles inerentes ao provimento hídrico.

A gestão e uso racionalizado dos serviços ambientais pode ser efetivado através do mecanismo de pagamento por serviços ambientais. Para Muradian et al. (2010), o pagamento por serviços ambientais (PSA) figura como um incentivo econômico e pode ser definido como uma transferência de recursos entre atores sociais, a qual objetiva criar incentivos para alinhar decisões individuais ou coletivas de uso da terra com o interesse social na gestão de recursos naturais.

Pesquisadores da UFLA investigam locais ideais para investimentos em usinas termoelétricas baseadas em resíduos florestais para geração de energia elétrica renovável

Por Lucas Gomide e Luciano França

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Fonte - mosaico de imagens: Reuters Events Sustainable Business, Potencial Florestal, INPO.

Há cada vez mais demanda global em direção a transição da matriz energética para fontes de geração elétrica renovável, especialmente diante do atual estado de emergência climática. A biomassa florestal por exemplo, é considerada uma poderosa fonte renovável de matéria-prima. Entretanto, é um desafio para o setor florestal a utilização desse recurso, tendo em vista variações como taxas distintas de crescimento das árvores, localização dos projetos, custos, níveis distintos de densidade da madeira, logística no suprimento da fábrica, competição pelo uso da terra entre segmentos do agronegócio, dentre outros.

Diante dessas evidências, pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal, do Laboratório de Estudos e Projetos em Manejo Florestal (LEMAF) da Universidade Federal de Lavras e associados ao Group of Optimization and Planning (GOPLAN) (https://labforestplan.wixsite.com/goplan), estão a desenvolver um modelo para determinar os locais adequados, os tamanhos ótimos e o número ideal para instalação de usinas termoelétricas baseadas em resíduos gerados nas atividades de colheita de florestas plantadas no Brasil.

Pesquisa na UFLA desenvolve metodologias para a definição de áreas prioritárias para a restauração ecológica no município de Lavras, Minas Gerais

Por Fausto Weimar Acerbi Júnior

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Entre os principais compromissos assumidos pelo Brasil na Conferência das Partes (COP-21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças do Clima (UNFCCC), destaca-se o desafio de reflorestar 12 milhões de hectares de florestas nativas até 2030. A questão central é: onde estão essas áreas? Existe um planejamento ou priorização de áreas mais adequadas para a restauração? Nesse sentido, muitas abordagens de pesquisa podem auxiliar as ações de planejamento ambiental e tomada de decisões para priorização de áreas para a restauração ecológica, dentre elas destaca-se a Análise Multicritério (AMC). Assim, o objetivo desta pesquisa foi desenvolver uma metodologia para mapear e definir as áreas prioritárias para a restauração ecológica no município de Lavras, Minas Gerais, utilizando da abordagem AMC e combinação linear ponderada (CLP), aliada ao processo analítico hierárquico (AHP) em ambiente SIG (Sistemas de Informações Geográficas).

Fonte: Cartolano, 2020

Integração de estratégias para pagamentos de serviços ambientais

Por Thiza Falqueto Altoé

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Fonte: Aza et al. (2021), adaptada..

Os esquemas de Pagamento por Serviços Ecossistêmicos (PES) são uma ferramenta popular para lidar com o problema da degradação ambiental. No entanto, esses projetos nem sempre produzem seus melhores resultados devido às ineficiências das políticas de desenvolvimento sustentável. Embora algumas fontes de ineficiências não possam ser controladas, espera-se que a implementação de sistemas PES seguindo a abordagem integrada (mais de um projeto atuando no mesmo local) aumente seus benefícios e ofereça soluções para alguns de seus problemas. Além disso, essa integração deve fornecer uma combinação ideal de serviços ecossistêmicos de curto e longo prazo, garantindo resiliência às mudanças ambientais e sociais. O estudo de Aza et al. (2021) analisa nove combinações de esquemas PES e um projeto de Desenvolvimento Rural (RR) em três regiões do Rio de Janeiro - Brasil. Foram realizadas pesquisa documental e entrevistas de campo para obter as informações necessárias para analisar os custos e benefícios dos programas. Os dados coletados forneceram informações qualitativas para ilustrar a teoria por trás do projeto e as experiências vividas pelas pessoas. O artigo mostra que as abordagens integradas ofereceram o melhor equilíbrio entre custos e benefícios em todas as regiões.

O que são investimentos ESG?

Por Carolina Souza Jarochinski e Silva

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Fonte: Gerd Altmann por Pixabay.

A preocupação com o meio ambiente e a qualidade de vida é algo que vem impactando a forma de pensar e agir da sociedade. No mercado financeiro essa tendência não é diferente e vem se destacando, principalmente com a chegada dos investimentos ESG (sigla que vem do inglês Environment, Social & Governance). Diante da busca por redução nas emissões de carbono e pela produção sustentável, os conceitos como “economia verde” e ESG prometem ser o futuro dos negócios. No Brasil, o tema é novo, mas com grande potencial de crescimento. Buscando difundir o assunto e estimular a reflexão, essa notícia traz uma breve explicação de alguns conceitos relacionados a esse assunto tão atual nos principais veículos de mídia.

Brasil aprova lei que prevê pagamentos por serviços ambientais

Por Kalill José Viana da Páscoa

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Fonte: Google.

A Lei busca incentivar proprietários rurais a promoverem ações que visem a preservação do meio ambiente, reconhecendo aquelas que favorecem a manutenção, a recuperação ou a melhoria da cobertura vegetal. A medida ocorre após um aumento nos números do desmatamento em 2020, e tem foco no combate à fragmentação de habitats, na formação de corredores de biodiversidade e conservação dos recursos hídricos. O pagamento pelos serviços ambientais, contudo, depende da verificação e comprovação das ações implementadas, podendo os recursos aplicados serem provenientes do poder público, organização da sociedade civil ou agente privado e negociados diretamente com quem preserva. Tal remuneração já era prevista pelo Código Florestal, mas até o momento não havia sido regulamentada. Assim, o instrumento permite que boas práticas ambientais sejam reconhecidas e tende a ser uma importante ferramenta de desenvolvimento social, ambiental e econômico principalmente das populações em área rural, em especial das comunidades tradicionais, dos povos indígenas e dos agricultores familiares.

Análise das mudanças na cobertura da terra em uma bacia hidrográfica da região do MATOPIBA, Brasil

Por Fausto Weimar Acerbi Júnior

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Fonte: Lima et al.,2020

O Brasil é o principal produtor agrícola tropical do mundo, sendo que em 2017 a produção de grandes culturas, como cereais, leguminosas e oleaginosas, foi de 221,4 milhões de toneladas (23,5% do PIB nacional). Contudo, a expansão da fronteira agrícola e pecuária no Cerrado brasileiro foi responsável pela perda de cerca de 46% da vegetação nativa existente no início da década de 1980, sendo a região do MATOPIBA (região contendo os municípios do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) uma das regiões mais ameaçadas. Para que ações de controle e fiscalização, visando minimizar os desmatamentos, sejam implementadas com sucesso é fundamental conhecer o padrão histórico dos desmatamentos nessa região. Desta forma, esta pesquisa analisou as mudanças no uso e cobertura da terra para a bacia hidrográfica do Rio Corrente, localizado em território do MATOPIBA, nos anos de 1986, 1996, 2006 e 2016.  Foi possível detectar uma redução de 129,71 km² de áreas de Cerrado, o que equivalente a 47,8% a menos da cobertura que havia em 1986. Paralelamente a isso, houve um expressivo aumento (333%) de áreas antes cobertas pela vegetação do Cerrado e que atualmente são áreas agrícolas e/ou de pastagens. Os resultados obtidos nesta pesquisa fazem alerta quanto à perda de ecossistemas naturais para o avanço do agronegócio. A otimização do uso das terras aptas e já utilizadas para o cultivo agrícola e pecuária deve ser priorizada, uma vez que a exploração progressiva e indiscriminada de novas áreas pode levar a um futuro colapso ambiental.

Análise financeira e de risco em plantios de Mogno Africano no Brasil

Por Carolina Souza Jarochinski e Silva

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Distribuição de frequência do VPL para o investimento em mogno africano com índice de sítio = 25m, onde as linhas verticais representam o intervalo de confiança de 90%. Regime A (A); Regime B (B); Regime C (C).

O crescimento da demanda por madeira se dá em qualidade e quantidade, sendo os estudos econômicos fundamentais na análise da viabilidade de projetos florestais. Este trabalho propõe a avaliação econômica da implantação do mogno africano no Brasil sob diferentes perspectivas de manejo florestal. Uma análise financeira foi realizada utilizando o Valor Presente Líquido (VPL), Taxa Interna de Retorno (TIR) e Valor Anual Equivalente (VAE) considerando diferentes regimes de desbaste (A - não desbastado, B - um desbaste aos 10 anos de idade com 150 árvores por hectare remanescentes e C – dois desbastes, primeiro na idade de 8 anos remanescendo 150 árvores por hectare e segundo aos 15 anos com 75 árvores por hectare remanescentes). Uma simulação de Monte Carlo foi realizada levando em consideração diferentes variáveis de risco. Todas as classes de sítio nos diferentes regimes de manejo apresentaram valores de VPL positivos, sendo os regimes B e C os melhores. A simulação de Monte Carlo mostrou que a probabilidade de insucesso do investimento é praticamente zero, destacando o mogno africano como uma boa opção para investimento florestal.

Pesquisa de técnicas para estimativa da função Weibull

Por Laís Almeida Araújo e Lucas Rezende Gomide

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Fonte: Araújo et  al., 2020.

A função Weibull é uma distribuição de probabilidade contínua amplamente usada para modelagem de distribuição de diâmetro, na qual o desempenho da estimativa de parâmetros é afetado por atributos de povoamento e métodos de ajuste. A função de distribuição cumulativa de Weibull é não linear e os métodos clássicos de ajuste podem fornecer uma solução não otimizada. Incentivar o uso de inteligência artificial por metaheurísticas é razoável para trabalhos de otimização. Portanto, objetivou-se e comparou-se (1) o desempenho das metaheurísticas algoritmo genético e simulated annealing em relação aos métodos de momento e percentil; (2) a estratégia híbrida combinando as metaheurísticas testadas e o método do percentil e, (3) a determinação dos erros utilizando as metaeuristicas ajustadas para área basal e densidade. Foi utilizado um experimento de longo prazo em um povoamento de Pinus taeda submetido a desbaste de copa. De acordo com os resultados, todos os métodos têm desempenho semelhante, independentemente dos regimes de desbaste e idade.

Você quer aprender mais sobre o Manejo Florestal na Amazônia?

Por Thiza Falqueto Altoé

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Fonte: IFT, 2021.

O Instituto de Floresta Tropical - IFT é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), com foco em questões florestais, que atua na Amazônia. O IFT oferece experiências práticas in loco, além de um relevante acervo teórico para aplicação de técnicas de Manejo Florestal com Exploração de Impacto Reduzido (MF-EIR). O público, em geral, são agentes do governo, trabalhadores da indústria madeireira, comunidades, produtores rurais familiares, estudantes de escolas técnicas e universidades, além de tomadores de decisão de diversas esferas. Referência nacional em disseminação e aprimoramento do manejo florestal sustentável na Amazônia Brasileira, o IFT disponibiliza de forma gratuita um acervo digital com mais de 100 publicações técnicas. São artigos, cartilhas, manuais, boletins técnicos, revistas e diversos estudos de pesquisadores sobre desenvolvimento, planejamento e conservação das florestas brasileiras. Todo o acervo está disponível para download no site do IFT, consulte-o para saber mais.

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